sábado, 17 de julho de 2010

Léo;

Se a guria não queria, a guria não queria é a puta que pariu. Desde quando eu sou mole desse jeito? Parece certo demais pra eu simplesmente abrir mão assim. Eu vou ser presente até ela não imaginar a vida dela sem mim. Quem poderia não me querer? Se eu desejo e não há nada que impeça, eu vou abraçar esse desejo, eu vou me afundar nisso porque daí só pode sair coisa boa. E no fim, só o que pode acontecer é os pingo da chuva me molhar.
Quem sou eu, Léo?? Quem sou eu? Responde, sua puta. Isso mesmo. Esse sou eu. Tu sabes quem eu sou. Pedro Doinel. Pedro Doinel. Pedro, o Grande. Pedro do Inel. Pedro, que sabes o que quer e quando sabes o que quer vai atrás do que quer porque quer o que quer e quando quer pega o que quer, porque parece certo demais. E mesmo que tu penses que não, eu vou te provar o contrário, porque eu sei, eu SEI, eu simplesmente SEI que isso é o certo a se fazer. Eu vi eu e tu juntos e a minha boca estava na tua e era tão gostoso e não poderia ser de outro jeito. Olha pra mim, Léo. Quem eu sou?? Ninguém mais sou eu, só eu sou e eu e tu nunca vais encontrar outro eu. Eu sou eu, e só eu sou eu. Só eu. Mais ninguem sou eu, apenas eu. E desse jeito que eu sou, não há mais ninguém. Tu sabes, eu sei que tu sabes. Lá fora não há ninguem. Só o que há aqui é o que há. Lá fora não há nada. Eu sou real. I'm the real deal. I'm the real thing. Ninguém sabe sentir como eu. Quando eu entro, eu posso até sair, mas fica tudo dilareçado.

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