terça-feira, 2 de junho de 2009

Léo;

Desde então meu riso se confunde com meu choro e eu tenho que ficar me explicando... eu to bem, gente,de verdade... e recebi tantos abraços, querida, que fui até proibido, tava atrapalhando a produção geral da fábrica, se é que tu me entende. Até meus gatos parecem que sentem, olhando pra mim e miando como que perguntando "E aí, cê ta bem?" e eu respondo miando de volta e eles passam se arrastando por mim, o mais próximo de um cafuné que eles conseguem e Julia, esse anjo, sempre ali, sempre presente, amiga-irmã, a boca e o ouvido que eu não tenho, mesmo longe ouço-a, sinto o suspiro quente na minha orelha como se ela estivesse aqui... "Melhor?", ouço-a dizer. E choro mais um pouco. Ou talvez dê risada.

Um comentário:

Julia. disse...

Momentos que dividem a gente, sabe? Quando você perde algo que fica para trás e você fica tentando recuperar. Ai você fica passando a mão no ar, e não adianta porque esse algo não é físico e não é recuperável. Toda experiência vira um superlativo na vida. E não adianta falarem que não é, que passa, que muda, que se transforma. Cada um faz o seu superlativo e cada um fica preso nele. Porque ninguém sabe do peso do outro.



E eu te amo e comeria seu coração em um prato num almoço de família. Porque você é sincero, é real, é cortante, é visceral, é cru.