sábado, 27 de junho de 2009

Léo;

Everytime I see your picture I feel like crying and everyday I look at it I try not to cry but this unberable force that water my eyes is unstopable and all I can do is to cry and hope that someday Time will dry these tears and I'll be able to look or even think of you again, but without crying, probably even happy and glad I've met you because you've changed my life.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Léo;



Eu gosto tanto de ti, mas tuas amigas são ridículas, coitadas...
Léo;



Não criei coragem ainda pra dormir sem olhar pra ti.
Léo;

Quase que...tu sabes, quando...acontece aquilo, e... a gente fica...como se diz?...daquele jeito, sabe...e...não sei, sabe...tipo quando tu tá meio assim, mas não totalmente....sabe?....assim, tipo, tem eu...e tem você...e a gente...tu sabes...a gente meio que, sabe quando...quando...quando tudo fica meio assim...sabe? Não? Ah, tudo bem.

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Léo;

Tu ainda me dá borboletas no estômago. Papo sério. O que chega a ser engraçado porque eu nem to a fim de ti, tu seria uma ótima amiga, apenas, no máximo uma buddy-fuck, mas é uma coisa incontrolável, eu falo contigo e meu estômago brinca de roda gigante aqui dentro, de carrosel, fica pulando...e a mão treme. E eu penso "mas que porra é essa?", é uma sensação ultra desagradável e eu me sinto patético, mas é algo alheio a mim, apenas acontece, eu falo contigo, e eu tremo. Acho que o segredo pra isso tá em ti não em mim, mas tenho vergonha de voltar a esse assunto então acredito que esteja postando aqui pra ver se tu comenta comigo e assim eu serei obrigado a falar sobre isso.
Léo;

Se queres mesmo saber, a diferença de mim pros outros caras que tu conhece é que eu sou real. Eu sou de verdade. Eu sou assim do jeito que eu sou, sem botar nem tirar mais nada, sem fingir. E é essa sinceridade que há em tudo em mim que fascina. E assusta. O que mais irrita o homem ordinário não é a mentira, mas o excesso de sinceridade. E sinceridade é o que sou. Então eu posso ser chato, ter todos os defeitos que tenho, mas tu sabes que de mim pode esperar uma coisa que poucos tem coragem de mostrar: a verdade. Verdade no que digo, falo e sou. E é isso que espero em troca. Essa é a diferença. Se tu achas que pode com isso, tente a sorte.
Léo;

A tua foto 3/4 no criado-mudo ao lado da minha cama, sendo assim tu a primeira coisa que olho quando acordo, me faz lembrar constantemente que eu ainda não esqueci e não faço esforço algum para.

terça-feira, 16 de junho de 2009

Léo;

Não, não, não! Depressão de novo não!
Fazem já 4 dias que eu choro pra dormir e acordo ainda chorando. Não digo que a culpa é tua. Não, não é. A depressão (a minha pelo menos) é cíclica. Ela vai e volta em tempo indeterminados e disfarça-se em uma raiva para com tudo e todos menos ao que invejo. Ontem implorei por um psiquiatra a minha mãe depois de haver xingado-a de tudo quanto é nome ruim. Mandei-a merda. Mandei-a ir se foder. Mandei-a tomar no cu. Falei foda-se. E depois entrei no meu quarto, tranquei e chorei e chorei e chorei de olhos fechados e imaginei que toda vez que eu soluçava uma parte podre do meu coração saía da minha boca, empapado em um sangue viscoso e escuro. Então eu chorei e chorei e chorei até adormecer em meu travesseiro molhado que em minha cabeça doente era em verdade meu coração despedaçado e a umidez meu próprio sangue colado em minha orelha repousada pesarosamente nesse travesseiro-coração-o seio teu, que é em verdade o que eu mais sinto falta, a noite, quando minha mão acaricia o lençol macio da cama, adivinha meu amor, o que é que eu imagino que é.

domingo, 14 de junho de 2009

Léo;

Se eu pudesse reproduzir aqui exatamente o que eu to sentindo em sons seria um grande e sofrido soluço. Em imagens seriam meus olhos vermelhos. Em palavras eu já não sei mais, eu to vazio, não resta nada aqui, parece que meu coração secou.
Leo;

Sinto tanto tanto tua falta que tu nem pode imaginar o quanto eu procurei em vao tua mao enquanto eu descia a Rua Augusta que tu tanto desceu comigo. E eu estou tao patetico, tao patetico, com tanta pena de mim mesmo, com uns ciumes idiotas que eu nao posso demonstrar, com umas raivas infantis de coisas que estao fora do meu alcance, tao idiota, meu amor, tao patetico, mas eu tenho a Julia, ah, a Julia, se nao fosse tu, Julia, eu seria um mala, uma pessoa grotesca reclamona resmungona achando que so eu tenho problemas, mas ela me lembra e eu concordo com ela, que todo mundo sente isso, que sao coisas da vida e que o melhor e' verbalizar por mais dificil que seja e eu abro meu coraçao com ela de uma forma que eu nunca abri com ninguem, a nao ser contigo, que e' todo mundo e e' ninguem, e quanto mais eu falo mais vazio fico e e eu nao sei da onde vem, ou talvez eu saiba e nao queira aceitar pra mim mesmo, e e' tanta ausencia que eu sinto frio e nao e' por causa do frio de Sao Paulo no momento e' um frio por dentro, um frio na alma ou de ausencia de alma, frio de pressentimento da morte, frio de paixao, paixao que nao tem pra onde ir, meu amor, nao tem ninguem beijando a minha boca e ah meu deus do ceu como eu quero, como eu desejo, como eu sou patetico, logo eu, meu amor, que nunca fui a puta de ninguem, me vendendo barato assim, fazendo merda atras de merda, desejando encarar a morte de frente pra ter um proposito, passar por uma situacao de risco pra valorizar mais as coisas basicas da vida, logo eu, logo eu que sempre, que sempre...que sempre nada, meu amor, sao chuvas de verao, mazelas de quem sente demais, meu deus, como eu fui grosso, por que? como eu fui ridiculo, patetico, patetico, patetico, POR QUE eu te mandei mensagem? por que eu nao te impedi, nao falei que tu ta cometendo um erro, nao insisti, deixei tu ir, baixei a cabeça, patetico patetico patetico, meu amor, eu me apeguei tanto, eu me deixei envolver tanto, tanto, que...que...que...que... eu nao sei o que fazer, eu nao sei pra onde ir, eu so' sei que falta algo, falta tu, falta tua boca na minha, minhas maos todas por cima de tu, meu anjo negro, puro osso, minha pequena morte, e' tu que encosta no meu ombro e me faz sentir calafrios no corpo inteiro, meu estomago parece quer saltar, fugir, de tanto que eu contraio meu diafragma de tanto frio, mas eu to tao agasalhado, meu amor, tao agasalhado, e' frio teu, e' frio de nao-estar, e eu quero tanto alguem, quero tanto, eu nao consigo ser feliz sozinho

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Léo;

Vou me perdendo. Buscando em outros braços seus abraços.
Se alguem por mim perguntar. Diga que só vou voltar. Quando me encontrar.
Deixe em paz meu coração. Que ele é um pote até aqui de mágoa. E qualquer desatenção. Faça não. Pode ser a gota dagua.
Jurei não mais amar pela décima vez. Jurei não perdoar o que ela me fez. O costume é a força que fala mais forte do que a natureza. E nos faz dar provas de fraqueza. Joguei meu cigarro no chão e pisei. Sem mais nenhum aquele mesmo apanhei e fumei. Através da fumaça neguei minha raça chorando, a repetir: Ela é o veneno que eu escolhi pra morrer sem sentir.
A lágrima é a agua da fruta que você chupou.

Só o samba permanece.

terça-feira, 9 de junho de 2009

Léo;

você está tão longe
que às vezes penso
que nem existo

nem fale em amor
que amor é isto

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Léo;

Que foi que fizestes? De onde vem esse vazio aqui dentro? Sinto até um eco dentro de mim. Teu beijo ressoando dentro de mim pela eternidade. Mergulha em mim. Me preenche. Tu, ao entrar, expulsou aos berros tudo o que ainda restava de alheio impregnado na minha matéria e reforçou com reboco forte minhas fundações e escreveu teu nome com sua saliva no avesso do meu ser e até hoje eu sinto queimar na minha garganta e mais ninguem entra lá por culpa tua. Mas tu foi embora e levou contigo minha alma e eu estou vazio e sem pecados, mas com a certeza que talvez seja a hora de tentar outra vez. O amor é um eterno retorno ao nosso subconsciente primitivo, é a procura por si mesmo no outro, e agora há um pouco de mim em ti, e um pouco de ti em mim. E é a mim que tu vai procurar pelo resto da história e eu a ti, se eu não terminar de te vazar pra fora de mim, através do sangue, do suór, do sêmem, da saliva e até em salvia divinorum se for possível. Porque te perder foi doloroso mas insuportável mesmo é o vazio, é sentir teu eco ressoando em mim e não conseguir fazer isso parar.

sábado, 6 de junho de 2009

Léo;

Eu mal te conheço, mas tu é minhalma gêmea. As vezes certas afinidades significam mais que o mundo, e o jeito que tu escreve e fala sobre o amor diz, pra mim, tudo. E eu concordo contigo quando tu diz que o amor é azul e eu sei o que é chorar com uma música triste, eu sei o que é mudar de humor por uma melodia bonita. Eu sei o que é a dor e eu sei que tu sabes, porque pra sofrer com a dor do poeta é preciso ser poeta tambem. E tu tem alma como eu tenho alma. E acho que elas são gêmeas.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Léo;

Eu avanço pesarosamente dia após dia e meus joelhos já estão calejados e meus olhos secos, meus braços fortes procuram outros torsos e fecham-se em cruz atrás de qualquer rosto sorridente que me mira. Eu me sinto Ana de Amsterdã de novo, com os dentes rangendo e a boca salivando. Vem que eu avanço e quando eu pego eu faço estrago mas o que é a paixão sem dor, não é mesmo? Então, vem, Calabar, vem pra cima, esfrega terra na minha boca e me beija e me bate porque vermelho e marrom é a cor da terra e é cor do coração que por si só representa o amor em sua totalidade e a paixão e vermelho é uma cor violenta e marrom é uma cor sóbria, cor da terra e cor da carne que é marrom quando preparada para o ingestão mas vermelha quando precisa ser preparada, como a lingua, orgão charnu vermelho escarlate, essa lula anexada a minha boca. Essa enguia venenosa e prazerosa que tu não deseja mais e ela chora, meu amor, ela implora, tu já viu uma enguia no cio?

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Léo;

Agora eu danço. E eu pulo e eu rodo e eu berro e as letras dos Novos Baianos parecem que foram escritas por mim e Elliott Smith, aonde eu minguo num canto com a cabeça entre meus joelhos. E eu não passo de um vazamento de fluídos corporais, eu só suo e choro e suo e choro você pra fora de mim.

terça-feira, 2 de junho de 2009

Léo;

Desde então meu riso se confunde com meu choro e eu tenho que ficar me explicando... eu to bem, gente,de verdade... e recebi tantos abraços, querida, que fui até proibido, tava atrapalhando a produção geral da fábrica, se é que tu me entende. Até meus gatos parecem que sentem, olhando pra mim e miando como que perguntando "E aí, cê ta bem?" e eu respondo miando de volta e eles passam se arrastando por mim, o mais próximo de um cafuné que eles conseguem e Julia, esse anjo, sempre ali, sempre presente, amiga-irmã, a boca e o ouvido que eu não tenho, mesmo longe ouço-a, sinto o suspiro quente na minha orelha como se ela estivesse aqui... "Melhor?", ouço-a dizer. E choro mais um pouco. Ou talvez dê risada.