Léo;
Tenho dormido mal pelas ultimas 3 semanas. Meu celular (o que ainda não foi roubado) sempre ao lado da cama. E eu acordo todo dia, após uma noite mal dormida, às 7 horas da manhã com o pensamento em ti. Cogito se tu pensas em mim também. Se perdes o sono. Se imaginas que teu travesseiro é meu peito (esta parede entre o que és e o que desejas). Se imaginas que tua mão é meu sexo. Que os pêlos de teus cães são meus cabelos. Que as músicas que ouves sou eu quem canta. Os filmes a que asssistes eu quem fiz. Eu estou em tudo que olhas, Léo. Estou todo sobre você e dentro de você. Pequenas partículas de mim em você.
Há, Léo, entre nós este ar leve que faz tudo funcionar com facilidade. Um ar que não se esgota. Raro e reciclável. Só nós respiramos este ar. É o ar que eu expiro e tu inspira. E tu expira e eu inspiro. Há em nós este bacilo intercambial benigno que se alimenta da presença um do outro. Um tempo sem você e meu bacilo morre. Um tempo sem mim e teu bacilo morre. Por isso precisamos estar constantemente em contato, Léo. Não queremos que este belo e forte bacilo morra, queremos?
Minha ausência, Léo, é para ti como um grilhão aos seus pés. E a tua, Léo, é para mim como uma lança em meu estômago.
Tu, como Édipo, andas com dificuldades. Eu, como Medéia, falo com dificuldade. Uma aliá e um centauro pisotearam um jardim de margaridas. Eu e tu batizados sob o sangue das flores. Redimidos do pecado, pecamos outra vez. Pecar para ser perdoado. Nada melhor que pecar ao seu lado. Pecar é humano e o humano é divino. Eu e tu e uma taça de vinho. Este ar e este bacilo é o que nos mantêm vivo. Meu cerne, minha carne e epiderme querem que este vão vire vácuo. Eu e você alimentando um coágulo. Meu cenho e minha boca. Teu cetro e tua coroa. Teu reino é onde tua vista alcança.
Não, não, isto está errado. Isto não faz sentido.
Nenhum babaca, Leó. Nenhum idiota. Nenhum imbecil, rídiculo, ignorante, estúpido, escroto, nojento. Nenhum inergúmeno, inútil, palhaço, animal asqueroso, burro, sujo, brocha, tosco. Nenhum aborto, Léo, vai foder comigo. O que há entre mim e tu é infinito. É divino. Não existe um Deus vivo que negue.
quinta-feira, 30 de outubro de 2008
quinta-feira, 23 de outubro de 2008
Eu, Léo, não sou algum herói
Tenho a carne e o coração fraco
Não gosto e amo o que me dói
A idéia de ter um fardo
Bebo vinho, fumo cigarros
Tudo em minha vida vira versos
Caminho assim meio de lado
Como em minha dor imerso
Sorri ao olhar-me no espelho
Trinta e seis horas sem dormir
Aquele rosto sério
Que eu sempre quis
Consegui.
sexta-feira, 17 de outubro de 2008
Léo;
Não vem com essa boca cheia de porra alheia me beijar, Léo. Tu tá fedendo a sexo de outro, Léo. Tu tá fedendo a trepada amanhecida, tu é notícia passada, tu é jornal que eu botei pro meu gato cagar em cima, Léo. Então não vem, Léo. Eu vou dar na sua cara se tu vier, Léo. Eu não quero te ver, eu to com nojo de você, eu to te achando estúpida. Vira a sua cara pra lá, Léo. Sopra essa fumaça pra lá, Léo, eu não quero teu cheiro em mim, tu tá fedendo, Léo. Tu fede. Tu tá feia. Eu não quero mais te ver, Léo.
Não vem com essa boca cheia de porra alheia me beijar, Léo. Tu tá fedendo a sexo de outro, Léo. Tu tá fedendo a trepada amanhecida, tu é notícia passada, tu é jornal que eu botei pro meu gato cagar em cima, Léo. Então não vem, Léo. Eu vou dar na sua cara se tu vier, Léo. Eu não quero te ver, eu to com nojo de você, eu to te achando estúpida. Vira a sua cara pra lá, Léo. Sopra essa fumaça pra lá, Léo, eu não quero teu cheiro em mim, tu tá fedendo, Léo. Tu fede. Tu tá feia. Eu não quero mais te ver, Léo.
quinta-feira, 9 de outubro de 2008
Léo;
Não chora, meu amor. Eu lambo tuas lágrimas porque elas são minhas tambem, Léo. Tu sabes que a tua dor é a mesma que a minha e eu não vou parar de beber das tuas lágrimas, que são minhas tambem. Meu Deus, como são salgadas, Léo. Tuas lágrimas, tão salgadas, por quê, meu amor? Eu to aqui, do teu lado, Léo, bebendo das tuas lágrimas, porque elas são minhas tambem. Tu não merece chorar sozinha, Léo. Eu to aqui, meu amor, eu to aqui, eu vou tomar gota por gota das tuas lágrimas, meu amor, não vai sobrar nenhuma. Não vai sobrar nada, isto tudo vai parecer um sonho ruim mais tarde, Léo, nada mais que um sonho ruim. Não vai sobrar nada. Eu vou lamber todas as tuas lágrimas, meu amor. Tuas lágrimas, tão salgadas. Tuas lágrimas, que são minhas tambem.
Não chora, meu amor. Eu lambo tuas lágrimas porque elas são minhas tambem, Léo. Tu sabes que a tua dor é a mesma que a minha e eu não vou parar de beber das tuas lágrimas, que são minhas tambem. Meu Deus, como são salgadas, Léo. Tuas lágrimas, tão salgadas, por quê, meu amor? Eu to aqui, do teu lado, Léo, bebendo das tuas lágrimas, porque elas são minhas tambem. Tu não merece chorar sozinha, Léo. Eu to aqui, meu amor, eu to aqui, eu vou tomar gota por gota das tuas lágrimas, meu amor, não vai sobrar nenhuma. Não vai sobrar nada, isto tudo vai parecer um sonho ruim mais tarde, Léo, nada mais que um sonho ruim. Não vai sobrar nada. Eu vou lamber todas as tuas lágrimas, meu amor. Tuas lágrimas, tão salgadas. Tuas lágrimas, que são minhas tambem.
segunda-feira, 6 de outubro de 2008
Léo;
Orgulho-me das marcas minhas que há em ti mas é provável que tu acabaria achando isso cedo ou tarde. A literatura que eu te apresentei, os filmes que eu te apresentei. A literatura que tu me apresentou (e nem sabes.) , os filmes que tu me mostrou. Só a arte é altruísta, Léo, e mesmo assim nem sempre. Tuas palavras são como golpes de alguma arte marcial milenar, Léo, e é por isso que eu crítico que tu escreve difícil. Eu sou amador, Léo, eu me esforço pra ser assim. O que eu sei aprendi brigando na rua. Tu nasceu com dom, é faixa-preta.
Léo, não tem como eu escapar de tu agora, tu sabes como me encontrar. Então se eu fugir de ti novo, que eu espero que não aconteça, vem me buscar, Léo. Eu vou te esperar, eu espero, eu aguento o que tem que aguentar, vai lá, faz o que quiseres, tu bem sabes que eu vou fazer o que eu quiser tambem, mas o que há entre a gente, Léo, é sobre-humano, não tem explicação racional, não acaba nunca, nunca acabou. E olha que a gente tentou, Léo. Eu e você fizemos nossa parte pra não ficar junto por diversas vezes e sempre com algum motivo escroto, mas a gente sempre volta, Léo. E tu sabes, e eu sei, que a gente vai acabar junto. Só sendo louco pra não acreditar nisso. Anita vai nascer, meu bem.
Orgulho-me das marcas minhas que há em ti mas é provável que tu acabaria achando isso cedo ou tarde. A literatura que eu te apresentei, os filmes que eu te apresentei. A literatura que tu me apresentou (e nem sabes.) , os filmes que tu me mostrou. Só a arte é altruísta, Léo, e mesmo assim nem sempre. Tuas palavras são como golpes de alguma arte marcial milenar, Léo, e é por isso que eu crítico que tu escreve difícil. Eu sou amador, Léo, eu me esforço pra ser assim. O que eu sei aprendi brigando na rua. Tu nasceu com dom, é faixa-preta.
Léo, não tem como eu escapar de tu agora, tu sabes como me encontrar. Então se eu fugir de ti novo, que eu espero que não aconteça, vem me buscar, Léo. Eu vou te esperar, eu espero, eu aguento o que tem que aguentar, vai lá, faz o que quiseres, tu bem sabes que eu vou fazer o que eu quiser tambem, mas o que há entre a gente, Léo, é sobre-humano, não tem explicação racional, não acaba nunca, nunca acabou. E olha que a gente tentou, Léo. Eu e você fizemos nossa parte pra não ficar junto por diversas vezes e sempre com algum motivo escroto, mas a gente sempre volta, Léo. E tu sabes, e eu sei, que a gente vai acabar junto. Só sendo louco pra não acreditar nisso. Anita vai nascer, meu bem.
domingo, 5 de outubro de 2008
Léo;
Se tu tivesses me encontrado no bar ontem como disse que ias eu tinha uma música sertaneja na ponta da língua pra cantar no seu ouvido e tentar te beijar depois, mas tu não foi. Tu usa palavras fortes, Léo, que mesmo involuntáriamente mudam meu humor e o rumo dos meus pensa/sentimentos. Eu não quero ser mais um dos escrotos que tu sai, que tu conhece. Eu quero ser uma parte efetiva da tua vida e sinto que não posso fazer isso agora. Não tem como, eu sou imaturo demais, a gente mora longe, eu trabalho, eu estudo, você conhece gente demais, eu conheço gente demais...ia acabar estragando o rolê, mas vontade de te ter do meu lado, de beijar tua boca e saber que ela a única que tu beija, sobra. Por que é difícil a gente gostar até um limite saudável? Eu sempre ultrapasso, saio atropelando tudo, me apaixonando igual uma criança. E eu sei que tu vais me avacalhar depois, mas eu não ligo não e tu sabes.
Se tu tivesses me encontrado no bar ontem como disse que ias eu tinha uma música sertaneja na ponta da língua pra cantar no seu ouvido e tentar te beijar depois, mas tu não foi. Tu usa palavras fortes, Léo, que mesmo involuntáriamente mudam meu humor e o rumo dos meus pensa/sentimentos. Eu não quero ser mais um dos escrotos que tu sai, que tu conhece. Eu quero ser uma parte efetiva da tua vida e sinto que não posso fazer isso agora. Não tem como, eu sou imaturo demais, a gente mora longe, eu trabalho, eu estudo, você conhece gente demais, eu conheço gente demais...ia acabar estragando o rolê, mas vontade de te ter do meu lado, de beijar tua boca e saber que ela a única que tu beija, sobra. Por que é difícil a gente gostar até um limite saudável? Eu sempre ultrapasso, saio atropelando tudo, me apaixonando igual uma criança. E eu sei que tu vais me avacalhar depois, mas eu não ligo não e tu sabes.
quinta-feira, 2 de outubro de 2008
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