quarta-feira, 28 de maio de 2008

Léo;

A verdade é que eu quero te ver mas eu to com medo de voce me achar invasivo.

segunda-feira, 19 de maio de 2008

Léo;

Pensa no dia de hoje. É o tipo de dia que eu queria que fosse igual todos os dias da minha vida. Música boa, um showzinho divertido, amigos, pegação frenética. Eu não posso prometer que todos os dias sejam como hoje, mas se tu quiser ficar comigo eu posso te prometer que eu vou tentar fazer dos nossos dias juntos os mais intensos possíveis. Tu foi embora cedo, mas depois a gente ainda foi pra praça e ficou uma puta cara conversando, e eu aprendi o valor de uma boa conversa, não há nada melhor que um bom papo com os amigos. A Mari tava lá com o filho dela que é a coisa mais linda do mundo, puta guri do caralho, o que eu corri atrás daquela porra e fiz todo tipo de brincadeira de criança não ta escrito em biblia nenhuma, então eu acho que to aprendendo a tirar prazer das coisas simples e sublimes da vida. Nossos amigos, uma guria perfeita só pra mim por algumas horas e um sorriso de criança. Sei lá, pensa nisso.

quinta-feira, 15 de maio de 2008

Léo;

Acho que falar merda é uma auto-defesa contra meu medo de amar. Uma auto-defesa um tanto auto-destrutiva que faz com que eu me odeie um poquinho depois, mas não muito porque eu sempre tenho aquela ponta de orgulho de mim mesmo, não importa o tamanho da merda que eu fiz. Eu perguntei pro Danilo um dia se borboletas significavam amor e ele disse que borboletas era "que seja eterno enquanto dure", que amor era estar com alguem sem querer nada em troca. A Jô me disse que o bom é quando sa borboletas continuam mesmo muito tempo depois. Pra mim, só o fato de eu sentir borboletas ja caracterizava amor, o que na minha opinião prova a minha imaturidade nesse assunto. Eu cheguei mesmo a odiar você, porque eu não sabia o que eu tava sentindo direito, eu ficava exaustivamente procurando defeitos em ti. O engraçado é que se fosse qualquer outra guria eu estaria gritando seus defeitos aqui pra qualquer um ler, mas eu não faço isso por respeito, por medo de você se magoar. Mas eu sei que voce não se magoaria, porque voce é a pessoa mais de boa do mundo, voce só me acharia patético. Mas o fato de eu não ter falado mais merda aqui e de estar escrevendo isso com um tom de quem pede desculpas, acho que prova que eu gosto de ti. Mas eu preciso urgente aprender a lidar com meus sentimentos, porque eu só consigo reconhecer meu medo e meu ódio, e os outros sentimentos ficam tão confusos em mim, que por medo eu afasto tudo, eu tento odiar, porque o ódio eu conheço, e eu fico mais confortável sentindo ódio do que com medo de não saber o que sinto. Então me perdoa.

Beijos, Léo.

terça-feira, 13 de maio de 2008

Léo;

Desamei. As borboletas sumiram.
Eu fui te encontrar e tu tava feia, meio metida. Aí eu fui assistir Cama de Gato e lembrei porque que eu não gosto de gente rica.
Léo;

Eu queria te escrever uma carta longa hoje porque eu me senti bastante inspirado, mas eu não tenho o que dizer, mas eu vou tentar mesmo assim porque eu tenho aquela teoria de que as melhores coisas são criadas no tédio. E eu to entediado, bastante entediado.
Bem, faz bastante tempo que eu não pego ninguem, mas isso você não quer saber. Eu to trampando, tu já pode me apresentar pros seus pais, pense sobre. Teus pais tão chatos. Ou talvez não, eles só se preocupam, mas tão começando a me irritar, Léo.
To com uma dor nas costas imensa, tensão tensão tensão. To com muitas duvidas, Léo. As vezes eu me olho e não vejo futuro pra mim. Ontem eu chorei assistindo Scrubs. E era uma episódio que eu ja tinha visto. Cheguei nesse ponto, Léo.
Pense sobre. Liga pra mim.

quinta-feira, 8 de maio de 2008

Elope with me, Léo.
Léo;

Pega na minha e fala que é tua.